Confira a opinião de Luiz Cláudio Costa – Presidente do INEP – e Alexandre André dos Santos - Diretor de avaliação de educação básica do Inep sobre a avaliação de larga escala e seus benefícios para uma boa gestão
Apesar dos grandes desafios que o Brasil ainda tem na área de educação, resultados de avaliação nacional e de organismos internacionais mostram que o país empreendeu uma grande transformação nos últimos 10 anos. No cenário interno, todos os indicadores demonstram os avanços alcançados pelo Brasil. Os dados dos censos do ensino superior e da educação básica revelam que, durante a última década, o número de matrículas aumentou significativamente. Fortes investimentos no setor público, programas bem estruturados e a consolidação, a partir de 2004, do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e do Fundeb em 2007 permitiram que o crescimento do ensino brasileiro ocorresse com qualidade, relevância social e reconhecimento internacional.
Integrar é preciso
Quanto mais acumulo experiências, tanto no setor público quanto no privado, mais me convenço de que o verdadeiro câncer destruidor dos possíveis impactos do enorme conjunto de investimentos hoje realizados na área social é a fragmentação das iniciativas.
As incontáveis propostas, oriundas de políticas públicas, de ONGs ou do setor privado, todas absolutamente meritórias, perdem seu poder transformador, na medida em que não dispõem de efeitos sinérgicos capazes de aumentar sua relevância.
Desafios do Ensino Médio do brasileiro
Em um país que se alinha às principais economias emergentes do mundo, com influência crescente no panorama político e econômico internacional, os problemas sociais só se explicam pelos ainda altos níveis de desigualdade. Nenhum outro fator influencia tanto essa questão quanto a escolaridade, que guarda relação direta com as condições de emprego e renda, o que por sua vez implica em oportunidades educacionais de mais baixa qualidade para as novas gerações, alimentando um processo de reprodução da pobreza e da desigualdade. Romper esse círculo vicioso requer políticas que garantam, ao filho do pobre, condições para que conclua sua educação básica, pré-requisito essencial para a inserção no moderno mercado de trabalho.
O poder das parcerias público-privadas na educação
Quando se fala em parcerias entre governo e setor privado na educação, os ideólogos de plantão logo saem aguerridamente contra o que consideram proposta tipicamente neoliberal de privatização da escola pública. Para eles parceria se resume a uma terceirização da gestão de escolas, característica da experiência americana com as escolas charter, de efetividade ainda nebulosa.
Criatividade: da escola para a comunidade
A criatividade, o improviso e a riqueza de informações sobre a arte no decorrer na história da humanidade empolgam alunos, professores, pais e a comunidade vizinha à Escola de Educação Básica Municipal Professor Curt Brandes, em Pomerode, município de 27,7 mil habitantes, no nordeste de Santa Catarina...

